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BRASIL, Centro-Oeste, SAO JOSE DOS QUATRO MARCOS, centro, Mulher, de 20 a 25 anos, Chinese, Czech, Música, Arte e cultura, SEXO e cinema


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Meus encantos descansa teus cantos

Teus cantos embala meus prantos

Quantos anos levaremos para embrenhar mundos

Mundos sem fundos sem nexos do mundo

Meu grande latifundio espera tua invasão

Meu terreno ainda fica só sem uma construção

Que melodrama metafórico em palavras sem rumo algum

Mas sei qual traço quero fazer com meu pequeno giz

antes que ele venha a acabar quero marcar meu terreno ao teu redor

Quero marcar com meu suor tua pele

Quero deixar meus dentes em teu pescoço

Minha pessoa, só minha assim será

Eu quero teus anseios junto aos meus seios

Quero tua busca diante da minha nuca

Quero teu corpo dentre o meu

Quero-te antes a mim

Meus embalados versos confusos te abalam?

Venha em mim desabar

Meu amor por ti restrutura sua estrutura peculiar

                                   Bárbara Araujo Ferlin



- Postado por: Poetética patética às 23h00
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Meus impulsos andam a flor da minha pele fria

Meu sangue quente não condiz com a frieza do meu ser

Meus desejos ficam escondidos entre travesseiros

Meu grito de prazer é escutado somente pelos meus pertences

Amor?

Talvez

O sexo leva ao amor ou o amor leva ao sexo?

Sentidos carnais, pele a pele, seria também uma forma de amor

Sentidos contidos num só desejo pelo desejo do outro

Sexo, amor e traição

Trágica sequência de fatos

Espero o sexo mais puro

Espero o amor mais carnal

Espero alguém que talvez nem exista

Mesmo assim

Espero

 

           Bárbara Araujo Ferlin



- Postado por: Poetética patética às 13h41
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Pele tirada por cacos pontudos, lanças em ferrugem

Pele arrancada por furiosos seres em devaneios

Coração quase dilacerado pelo punho que empunha

Saia para lá com teu coração sem direção

Posso não saber onde quero chegar mas sei muito bem por onde quero correr

Posso não saber a quem quero atingir mas sei quem não quero

Posso não ter rumo fixo mas sei onde NÃO quero chegar

Teu coração na minha frente estava...um calor me invadia

Ele se foi mas não vou morrer de frio não

Meu próprio coração ei de me aquecer

Meu coração mais quente ficará, e a outros aquecerá

Nunca chorei por amor e não vai ser agora que vou chorar

Não vai ser por você que vou descer do meu céu de esperança

Não vou criticar mas também não me peça para entender

Para mim foi melhor também, embora tenha a certeza de uma coisa

Amor tem que ser construido como uma casa bem feita

Qualquer falha na construção desaba

Eu não quero isso para mim

Quero construir a minha casa e chamar alguém para morar

É mais seguro

 

Bárbara Araujo Ferlin



- Postado por: Poetética patética às 09h20
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Você tem fome doquê?

Você tem medo doquê?

Você esconde oquê de quem?

Tire, grite, saia desse casulo monstruoso de confissões

Por favor não faça isso contigo, comigo, conosco, com outros

Quanto ganha assim?

Oquê existe assim?

Já pensou na vida que perdes ali?

Saia dessa sina meu amigo

Saia desse esconderijo companheiro

Tens medo da perseguição?

Então não persigas você também

Tens medo de argumentos alheios no entanto o primeiro argumento julgador é o teu

A quanto andas tua vida meu amigo?

Quanto andas a viver?

Vive?

Tenho pena de ti, tenho pena que tua maquiagem borrada embaixo de tua máscara horrenda

Tenho medo das marcas deixadas pelos dias de calor onde tua máscara em ti grudou

Quer a liberdade sem saber exatamente qual é esse sentimento

Quer tua vida sem a construir

Tuas pontes estão quebradas

Teus muros estão rachados

Teu teto....... que teto?

Desabas no entanto teu jardim ainda florido está

Aos olhos alheios tu és a fonte da beleza, alguém já entrou na tua casa?

Alguém já lhe viu pela manhã? Alguém sabe a cor dos teus olhos?

                                                 Bárbara Araujo Ferlin



- Postado por: Poetética patética às 10h08
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 Nem sempre na vida podemos fazer a felicidade geral da nação

Nem sempre na vida podemos ser a felicidade de outros

Nem sempre na vida conseguimos ser felizes

Embora a tristeza sempre é uma alavanca para algum tipo de felicidade

nem que seja a felicidade por ter saido de tal tristeza

Muitas vezes jogamos sementes de flores onde elas nunca irão florir

Existem lugares onde só de flores vive alguns

Existem cantos onde só flores há

Nossa vaidade tamanha por beleza nos faz machucar lugares onde só flores há

Nosso ego por bondade  nos faz sufocar belas flores com aguá podre

Água de nossa bondade....ou seria "bondade"

Enfim sei que passei em lugares e tirei flores de onde nunca deveria ter nem ao menos tocado

Me desculpe

Infelizmente essa palavra existe e é falado após cada erro

Hipocrisia? Talvez

Mas agora tudo o que a hipócrita aqui pode pedir é

PERDÃO.

 

                  Bárbara Araujo Ferlin

 



- Postado por: Poetética patética às 20h59
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Tu sabes me dizer a dimensão exata de nossos sonhos?

Alguém aqui sabe me explicar qual a margem da realidade?

Me desculpem os céticos mas acredito na fusão da magia real

Quanta coisa manipulada por mentes, magos, mãos de fadas

Quantos corações alcançados por mãos de Afrodite

Breves guerras travadas, Marte ajudando nossos empates

Santa loucura essa mágica visão do real

Mas embora fora de conceitos modernos me finco bem por detrás de feiticeiras

Meu gosto por vassouras mágicas me alegra

A sociedade é regida pela mente humana

A mente humana é regida pela inconsciente coletivo

E o inconsciente coletivo é a magia interligada

Será que não percebemos que nós mesmos somos o poder que aqueles que tem o conhecimento da  magia regem?

Será que não percebemos que todos nós somos parte do que há de mais poderoso nisso tudo?

Nós somos o mundo, nós somos o poder que rege tudo isso

Somos a imagem e semelhança de Deus

Nós somos deuses mas Deus não é nós

Isso é uma frase sábia

Todos nós formamos o Deus

Nosso poder maior e mais real é o amor

Nossa fonte mais poderosa é o amor

O amor é a ferramenta de todos os feitiços

Tudo oque se passa em nossas vidas ou é fruto do amor ou da falta dele

Tudo o que acontece é por amor ou pela necessidade dele

Já perceberam que todos os sentimentos são gerados através do amor

Ou da falta dele

Ou seja

Tudo gira em torno do amor

Piegas falar de amor

Então piegas é falar da vida e da morte

Piegas é falar de mim e de você

Piegas é o simples ato de falar

Piegas é não sabe amar

 

            

                  Bárbara Araújo  Ferlin

 

 

  

 

 



- Postado por: Poetética patética às 14h22
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Desenhos abstratos já não dizem mais nada a meu respeito

Sons performáticos não mais me atingem

A beleza de toda arte pura me surpreende

Toda a riqueza da vida “vazia” do marasmo

O fato de ter a vida a tua frente , de ter a vida ao acordar, teus olhos abrem pela manhã

Tristeza muitas vezes tem vez, tristeza quando passa, passa de uma vez

Simples vida de acorda, dorme, anda, acorda, dorme, anda, come, acorda, dorme, anda, come, ama.

Amo

Amamos

A busca do amor simples purifica meus anseios formados por anos

O amor na regra de ser feliz

E  só essa regra seguir

Ambos os sentidos, ambos os lados num mesmo sentido de perfeição

Perfeita sintonia dos nossos atos

Perfeita simplicidade de nossos desejos

Sermos felizes

Quem acorda primeiro hoje eu ou você?

Você busca o pão eu faço o café

As plantas precisam de água faz dias que não chove

Vamos fazer um bolo? Pega uma forma na vizinha

Meu amor vamos deitar, está tarde, desliga essa TV e vem deitar do meu lado

Vou lendo um pedaço de um poema que fiz no guardanapo no intervalo de aula e vejo você adormecendo

Jogo o lençol só até a altura de seus joelhos, é assim que você gosta

Seus cabelos negros pegam metade do meu travesseiro

Me deito e logo se  vira e tuas pernas procuram minhas pernas para trançar buscando uma proteção

Pode dormir agora meu anjo, aqui do lado tem alguém  que se preciso fosse ficava noites de olhos abertos para te olhar, te cuidar, te contemplar.

Noite simples, dia simples, simples atos de amor

A simplicidade de nossos atos conjuntos me deixam feliz

Te amo anjo de cabelos negros

 

                            Bárbara Araujo Ferlin

 



- Postado por: Poetética patética às 16h36
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Chagas abertas por tiros mal dados

Cadê tua arma?

Selvagens, não se constrangem frente a tanto sangue de um só coração?

Não se deprimi por pensar que não ouvirá quando  o amor derrubar tua porta?

Infelizmente assassina, não merece meu sangue

Não relará na minha carne

Hiperbólica, eu?

Talvez, o mais provável seja apenas visionária

Vejo teus sentidos além do meigo olhar de amor

Tuas falhas que por oras achei que podia eu viver a preenche-las

Mas ela me machucam

Tua distância me transpassa

Você passa e eu sinto dor

Não olharei mais para teu olhos frios

Não tocarei mais teus lábios defuntos

Tua boca vermelha longe da minha ficará

Teus laços de amor não mais me afetará

Sai para lá com tua mentira

Tua traição antes de nossa união

Cadê nossa comunhão?

Por quê?

Oque  nos falta?

Já não havíamos decidido a cor da parede

Nossas pinturas abstratas

Fins de semana para preparar nosso casulo

A educação de nossos filhos

Os pais de nossos filhos

Eu infelizmente acreditei em tudo isso

E essa descrença que agora me toma é tua culpa

Desde que lhe conheci não mais consegui amar



- Postado por: Poetética patética às 04h02
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Apenas surtar

Surtos de tórridas paixões

Surtos de pseudas-almasgêmeas

Surtos de ser feliz sem ser ao seu lado

Eu estava me recuperando, estava talhando meu coração rachado

Estava dando a ele uma feição mais meiga

Uma feição mais aconchegante para quem quisesse chegar

Mas quem chegou novamente foi você

Mexeu, fuçou,atiçou e agora taca pedras

Suma de uma vez se é assim

Deixe meu coração talhado por alguém ser usado

Quer minha amizade? Não faça jogos comigo

Não me faça acreditar em teus sonhos comigo

Sabe o que eu penso agora

Que não quero nunca mais te ver

Mas se você entrar agora por essa porta branca

Minha boca não lhe mandaria embora

Meus olhos não desviariam dos teus

Meus braços não lhe afastariam

Estaria envolvida novamente com teu poder

Por favor não faça isso

Eu sou forte para agüentar todo e qualquer resquício de desprezo

Mas não suporto a dor da quebra de um sonho feito a duas

Por favor não me faça mais sonhar

Por favor não entre mais em meus sonhos

Por favor não me deixe acreditar que tudo é real

Por favor continue nos meus contos de fadas e não me ligue mais

Não me fale novamente OI AMOR

Meu coração dilacera por saber que não é a realidade

EU TE AMO mas não quero perder meu coração por soluços de choro

 

                    Bárbara Araujo Ferlin

 



- Postado por: Poetética patética às 04h01
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Uma amor mais real que minha tristeza

Um amor mais real que minhas ilusões carnais

Um amor mais real que toda a magia existente

Um amor que transcenda tudo o que se é dito quanto tal

Um amor que nos faz florescer em campos desconhecidos

Ora flores oras amores

Dores só de longe passam mas logo se vão

Amor maior que sentimentos de saudade

Amor tão grande quanto o grito do parto

Amor como um manifesto e não só um grito latente

Procuro meu grande amor real que por hora está ausente

A projeção do amor em um ser que projete igualmente o amor contido em mim

Amor, apenas uma direção

Apenas uma opção

Apenas uma união

Amor além dessa era

Sou antiquada sim e com muito orgulho

Enquanto meu amor não chega posso parecer enquadrada em modernos conceitos

Porém

Apenas o que quero é um amor presente

Projetar amor por todo o mundo

Receber amor de todo mundo

Projetar amor num ser do mundo

Receber amor eterno desse ser do mundo real

Amor que dura até os dias de irmos para a Terra das Fadas

Amor abençoado por todos os encantos

Amor consagrado numa roda de irmãs

Amor festejado com vinho e pão

Amor presente dia após dia

Amor que amanhece ao meu lado e mesmo distante presente está tua imensidade

Um amor de contos de fadas?

Talvez

Mas o que isso importa

Eu acredito em fadas.

 

 

                                                                Bárbara Araújo Ferlin

 



- Postado por: Poetética patética às 13h36
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Hoje mais que sempre

Como antes se quisesse

Mas nunca acontecesse

Como se tudo se soubesse

Sem uma pista inerente

Hoje mais que antes

Sempre como todo

Acabo por fazer

Fazendo o que acabei

Acabo de esquecer

Esquecendo o que quero fazer

Assim se passa como sempre

                  Como antes

Hoje mais que tudo

Não quero palavr as jogadas ao nada

Nem quero nada que lembre palavras

Ao menos assim esclareço

Que sou como sempre

            Como antes

           Como ontem

         Mais que tudo

       Uma mulher   

                       Bárbara Araujo Ferlin                                    

 



- Postado por: Poetética patética às 00h38
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Pó puta

 

Pó puta

Amante vingativa

Cara, raro azara

Pó puta

Branca, tão branca quanto a amada

Tão cara quanto uma leonina

Não rara

Desampara depois por horas

A depressão fulgás de tua carência

Pó puta

Tão cara e tão vaga

Tão cara e tão nada

Amante cara que rouba amores

Amante puta cara que rouba maridos

  puta

Traga de volta a alegria ao bordel

Pó puta

Traga de volta

E  leve para lá esse lenço de papel

Meu nariz sangra ausência

Meu corpo pede presença

 

Bárbara Araújo Ferlin

 



- Postado por: Poetética patética às 18h24
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                Queria fazer agora um texto para passar o sentimento que essa imagem me traz

              Porém não consigo, sabe quando tantos pensamentos e tantos sentidos se fazem

              presentes que antes as palavras que vinham como um turbilhão agora cessam, os

              pensamentos são brandos e tão claros que não passam por definições, sinto uma

              mistura de aperto no coração, saudade, e vontade de ter logo o futuro em minhas

              mãos. Assim como essas mãos ter o meu futuro junto a outro futuro em mãos.

              Isso é mágico, isso é o amor maior que há, se Deus existe essa imagem passa um

              pouquinho dele.

                                                                             Bárbara Araujo Ferlin   



- Postado por: Poetética patética às 14h06
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Por favor não faça isso comigo

Não deixe com chagas abertas meu único e inativo coração

Não deixe com olheiras grandiosas meus olhos que já não sabem mais o que fitar

Não me deixe sozinha sem você

Não me deixe sem seus versos

Não me deixe sem seus verbos

Só Deus sabe oque pode ter lhe acontecido

Como uma mãe despreparada fico na angustia, no insossego

Como uma amante distante fico sem meios para saber teus paradeiros

Como uma apaixonada fico louca

Como uma louca cometo loucuras

Como uma insana distorço meus versos

Cadê tua alma boa que clama amores

Cadê meus parados versos que nos une

Cadê meus olhos que brilham com teu ser

Cadê nosso encontro distante

Cadê você meu estranho amor

Cadê meus olhares distantes, meu pensamente latente em um só ser

Meu gosto se perder entre tuas palavras

Meu ser se nutre de tuas falas

Meus ouvidos se enchem com o que resta da tua voz

Meu coração antes inchado agora explode

Sangro por dentro, ninguém vê

Se vissem nada iam entender

Sou apenas mais uma insensível no meio da multidão

Sou apenas mas uma cara feia entre tantos olhares de compaixão

Sou apenas mas uma apaixonada egoísta sofrendo sem razão

Ninguém tem idéia da dimensão de minha insanidade

Talvez nem eu mesma

Talvez nem tu

Talvez nem a própria insanidade tinha idéia de ter tão altas dimensões

Meu Deus, me ajude nessa hora que tudo que me resta é olhar para o céu

Aqui em baixo tudo ficou muito vazio e sem graça

Tudo o que via como tolices agora as faço

Frases que sempre tive como absurdas agora as falo

Meu coração infantil agora não quer mais bater em outras portas

Quer apenas ficar parado em frente a toda essa grade do teu portão

 

 

Bárbara Araújo Ferlin                  

 

 



- Postado por: Poetética patética às 19h43
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Tragam

 

Tragam as cicatrizes do mundo

Tragam as dores dos partos

Tragam as feridas abertas

Eu cuido

Tragam o homem só

Tragam a mulher carentemente frágil

Tragam o romântico às avessas

Eu curo

Tragam os versos mal acabados

Tragam os homens bombas em palavras

Tragam a rima mal feita

Eu rasgo

Tragam o olhar protegido

Tragam a boca que me quer

Tragam o corpo estremecido

Eu mordo

Tragam o coração vazio

Tragam a mente insana

Tragam o vale cheio da cor

Eu pulo

Tragam todas as vidas

Tragam todos os olhos

Tragam todas as dores

Eu vivo

 

 

Bárbara Araújo Ferlin

 



- Postado por: Poetética patética às 19h44
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