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Chagas abertas por tiros mal dados

Cadê tua arma?

Selvagens, não se constrangem frente a tanto sangue de um só coração?

Não se deprimi por pensar que não ouvirá quando  o amor derrubar tua porta?

Infelizmente assassina, não merece meu sangue

Não relará na minha carne

Hiperbólica, eu?

Talvez, o mais provável seja apenas visionária

Vejo teus sentidos além do meigo olhar de amor

Tuas falhas que por oras achei que podia eu viver a preenche-las

Mas ela me machucam

Tua distância me transpassa

Você passa e eu sinto dor

Não olharei mais para teu olhos frios

Não tocarei mais teus lábios defuntos

Tua boca vermelha longe da minha ficará

Teus laços de amor não mais me afetará

Sai para lá com tua mentira

Tua traição antes de nossa união

Cadê nossa comunhão?

Por quê?

Oque  nos falta?

Já não havíamos decidido a cor da parede

Nossas pinturas abstratas

Fins de semana para preparar nosso casulo

A educação de nossos filhos

Os pais de nossos filhos

Eu infelizmente acreditei em tudo isso

E essa descrença que agora me toma é tua culpa

Desde que lhe conheci não mais consegui amar



- Postado por: Poetética patética às 04h02
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Apenas surtar

Surtos de tórridas paixões

Surtos de pseudas-almasgêmeas

Surtos de ser feliz sem ser ao seu lado

Eu estava me recuperando, estava talhando meu coração rachado

Estava dando a ele uma feição mais meiga

Uma feição mais aconchegante para quem quisesse chegar

Mas quem chegou novamente foi você

Mexeu, fuçou,atiçou e agora taca pedras

Suma de uma vez se é assim

Deixe meu coração talhado por alguém ser usado

Quer minha amizade? Não faça jogos comigo

Não me faça acreditar em teus sonhos comigo

Sabe o que eu penso agora

Que não quero nunca mais te ver

Mas se você entrar agora por essa porta branca

Minha boca não lhe mandaria embora

Meus olhos não desviariam dos teus

Meus braços não lhe afastariam

Estaria envolvida novamente com teu poder

Por favor não faça isso

Eu sou forte para agüentar todo e qualquer resquício de desprezo

Mas não suporto a dor da quebra de um sonho feito a duas

Por favor não me faça mais sonhar

Por favor não entre mais em meus sonhos

Por favor não me deixe acreditar que tudo é real

Por favor continue nos meus contos de fadas e não me ligue mais

Não me fale novamente OI AMOR

Meu coração dilacera por saber que não é a realidade

EU TE AMO mas não quero perder meu coração por soluços de choro

 

                    Bárbara Araujo Ferlin

 



- Postado por: Poetética patética às 04h01
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